quarta-feira, 11 de abril de 2012

Não vou começar nada de novo hoje.

Esse é um novo post.

De hoje!!!

Nele eu escreveria assim:

O que mais me agrada nisso é não entender os limites do onde começa o aquilo.

Eu nunca consigo saber se o ruim é o que está de fato acontecendo na vida ou no não viver. No espaço em branco. Na espera. No devir. O que que tem de ruim aqui no agora?! A poltrona é fofinha, o corpo não dói, o coração batuca (naquele ritmo bom), o telefone já tocou três vezes pela manhã. Numa delas era você. 

Nada está ruim.
Tudo é brincadeira.
Comecinho de dor é siricutico.









sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Quando o que resta é olhar pra fora.

Relativity - Maurits Cornelis Escher (1953)

A sensação de beco sem saída se contradiz quando na verdade o que busco é uma entrada para um compartimento guardador de respostas e verdades tão profundas.

Sair do labirinto é fácil.
O difícil é decifrá-lo, é dissolver-se nele.

Não ouço nada . Não tenho tempo para me salvar dos perigos da vida. Estou nela e é pra sempre.

Caminho com um passo bamba e esforçado de um equilibrista com labirintite...

Olho por cima dos muros. Lá é bem melhor.
O conhecimento me inspira, a experiência me ensina, a alteridade me distrai.

(Por pouco tempo.)

Nem dormindo a vida me dá sossego. Nem acordada eu dou sossego aos meus sonhos.

Ô caminho sem fim...

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Sad Movie.

dia de férias.
Comecei com um filme triste.

Sad Movie (Jong-Kwan-Kwon) 2005
Sou fã do cinema Coreano. Gosto da visão de realidade que eles esfregam na tela. Tudo é tão cortante, tão cruel e verdadeiro. Tenho a sensação de que nem coreanos legítimos identificam-se com seus filmes tanto quanto eu.

Isso não é uma recomendação. Apesar desses filmes de me elucidarem, inspirarem, fortalecerem e alimentarem, não garanto que todos façam dele esse mesmo proveito. Aliás, guardo recordações de experiências anteriores refletidas em caras de sono, tédio e desvarios. (né? você mesmo!)

Gosto do misto de tradição e tecnologia. Tudo meio desenho, meio fantasia, beirando o pós-humano. Gosto da maneira como a cultura digital é incorporada e transformada em comunicação artística. Meu sonho ainda é contracenar pessoalmente com o Naruto ou Bob Esponja. Misturar os mundos, me perder na realidade fantástica... 


Tem dias em que a fantasia me faz tão mais sentido que o mundo real.


Cena de Sad Movie.


Mas voltando ao filme:  melhor não ver


"Ah... Bem melhor seria poder viver em paz. Sem ter que sofrer, sem ter que chorar, sem ter que querer, sem ter que se dar..." - Tempo de Amor (Baden Powell)

Mas tem que.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Renata.

O que vai acontecer quando as crianças tomarem o poder?



Tudo o que é prioridade vai importar primeiro
No mercado de trabalho nunca vai faltar: goleiro, astronauta e bombeiro
E o salário do banco vai cair na banca de figurinha
O morador de rua que não tem casa vai poder dormir na minha


E pro almoço hoje tem brigadeiro
Eu vou brincar, não vou pensar em dinheiro
E todo pai vai ter que ser sorveteiro
E a mamãe vai me dar beijo o dia inteiro


O mundo é novo
O sistema é novo
E quem mama não vai ter que chorar, buá, buá.... Rá, Rá, Rá, Rá,
Rá, Rá, Rá, Rê, Rê, Rê, 
Re-natinha, deixa eu ser sua madrinha
Renatinha, vem nascer minha florzinha
Comigo você passa bem, se diverte também
Comigo você passa bem, se diverte também, Veeem!!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Livros abertos.

A literatura é a categoria artística mais íntima de um (do) um homem.
É a única que vai na bolsa, que dorme ao lado, na cabeceira da cama, que o faz companhia em cada sala de espera, em cada travessia de trem, barco, ônibus ou avião.

Quando ganho um livro novo, que curiosidade me dá. Não só sobre o que lhe está gravado em letras puras, mas acerca do que este carregará em seus espaços em branco,  em suas orelhas,  marcado pelas minhas mãos por vezes limpas, por vezes coloridas por comida ou terra. Enquanto leio, está lá a minha vida também sendo impressa. O livro me inspira o pensamento, o espírito expira em respostas e atividade.  Editando, incutindo sentidos ao que os olhos leem, escrevo a história.  É obra em cima de obra. Meu drama escrito a duas mãos. José Saramago, Gabriel Garcia Marquez, Jeffrey Moore, John Boyne, Chico Buarque, Manuel de Barros, Antoine de Saint-Exupéry, Joseph Campbell, Edgar Allan Poe, Goethe, Machado de Assis, Guimarães Rosa, Jostein Gaarder, Chuck Palahniuk,  mas que belo trabalho temos feito.


O Bibliotecário - Giuseppe Arcimboldo (1566)







terça-feira, 24 de maio de 2011

Gamofobia.

Sou uma menina dedicada.
Cuido de mim, dos meus, das justas causas.
Caminhos
Viajo de ônibus todo fim de tarde com o colorido do céu me inspirando a pensar na vida.
Revejo meus passos enquanto percorro aquele mesmo caminho dia a dia.
Canto, leio, invento, relaciono idéias isoladas fazendo delas o sentido que me cabe fazer.
Cada sentido criado é um casamento entre neurônios.
Olho pela janela os carros do meu lado, mais vazios do que cheios, e me impressiono com a multiplicidade de vidas que me rondam e das quais nada sei. O que saberão eles, quietinhos, sem me dizer?
Revejo meus sentidos, refaço, divorcio.


Será que um dia eu perco esse medo do altar das idéias!? Ou viverei solteirona na minha busca infinita pelo Insight perfeito em seu cavalo branco.