A literatura é a categoria artística mais íntima de um (do) um homem.
É a única que vai na bolsa, que dorme ao lado, na cabeceira da cama, que o faz companhia em cada sala de espera, em cada travessia de trem, barco, ônibus ou avião.
Quando ganho um livro novo, que curiosidade me dá. Não só sobre o que lhe está gravado em letras puras, mas acerca do que este carregará em seus espaços em branco, em suas orelhas, marcado pelas minhas mãos por vezes limpas, por vezes coloridas por comida ou terra. Enquanto leio, está lá a minha vida também sendo impressa. O livro me inspira o pensamento, o espírito expira em respostas e atividade. Editando, incutindo sentidos ao que os olhos leem, escrevo a história. É obra em cima de obra. Meu drama escrito a duas mãos. José Saramago, Gabriel Garcia Marquez, Jeffrey Moore, John Boyne, Chico Buarque, Manuel de Barros, Antoine de Saint-Exupéry, Joseph Campbell, Edgar Allan Poe, Goethe, Machado de Assis, Guimarães Rosa, Jostein Gaarder, Chuck Palahniuk, mas que belo trabalho temos feito.
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| O Bibliotecário - Giuseppe Arcimboldo (1566) |